Como escolher uma agência de SEO

Se você é uma agência ou cliente que pretende atingir resultados sem olhar a meios, então este post não é para você… Criar uma marca de sucesso de um modo sustentável requer um nível mínimo de profissionalismo, que obviamente, não tem o mesmo custo que aquela pechincha que vai queimar o seu negócio online em seis meses. Todos queremos uma indústria mais honesta e transparente; e muitas das vezes honestidade e transparência passa também pela educação do cliente.

Agência SEO Engeeno

Quando decidi fundar a Engeeno com o Ariel, fi-lo com um sonho e com convicção de que possuímos uma visão diferenciada, essencialmente com uma diferenciação de atitude e comprometimento para com os clientes da Engeeno — não queremos ser apenas mais uma agência de SEO no mercado. Existem suficientes comportamentos mercenários no mercado de SEO e Marketing Online, maioritariamente são estes os responsáveis pela reputação que a indústria  tem vindo a ganhar ao longo do tempo. Cada vez que um cliente tem uma má experiência — porque contratou um serviço medíocre e barato — essa impressão é refletida em cada um dos profissionais de SEO desse mercado… É um comportamento típico a que já estamos habituados e fazemo-lo com tudo o que nos rodeia. Por exemplo, quando vemos um policial fazer algo reprovável, imediatamente generalizamos a nossa opinião como padrão para todos os policiais; quando somos enganados por um taxista, imediatamente atribuímos esse comportamento como padrão a todos os taxistas. É algo inerente ao negativismo da natureza humana.

Más experiências tendem a propagar-se ao dobro da velocidade das boas experiências. Não é por acaso que se costuma dizer que “as más notícias chegam depressa”. As pessoas tendem a usar os canais de comunicação essencialmente para reclamar, basta olhar a um conjunto qualquer de reviews para perceber o que é genuíno e o que é plantado por quem fornece o serviço.

Acredito que um bom profissional de SEO é aquele que segura o cliente na hora que este lhe quer pagar para se atirar do precipício. Todos queremos colocar dinheiro no bolso do cliente, mas queremos também que o cliente dure mais que um ano no mercado. Um bom profissional de SEO é aquele que diz ao cliente “Lembra daquela estratégia arriscada que me recusei a fazer para você? Olhe o resultado…”. Tal como um bom professor tem como diferencial a capacidade de ensinar um aluno com dificuldade, um bom SEO tem a como diferencial a capacidade de guiar o cliente no bom caminho, e não apenas no sentido do dinheiro fácil.

É devido à falta de dizer NÃO e explicar o porquê, que nascem as más experiências responsáveis por alimentar a fama com que a indústria de SEO é “abençoada”. As coisas normalmente correm da seguinte maneira:

  1. A empresa Y ouviu falar internamente que um dos principais concorrentes já estava fazendo um tal de SEO;
  2. Não querendo ficar para trás, a empresa Y investiga o que o concorrente #1 está fazendo;
  3. Rapidamente a empresa Y assume que para não ficar atrás tem que fazer o mesmo que o concorrente;
  4. Y não sabe muito bem o que é SEO, pois ainda não tinha tido tempo para investigar, faz uma pesquisa sobre PageRank, e decide que tem que contratar uma agência;
  5. A empresa Y decide então consultar algumas empresas desse tal SEO, e opta pela popular decisão “escolhe essa que é barata”… afinal ela até fala de PageRank também;
  6. Durante a reunião entre Y e a agência de SEO baratinha, Y explica que quer igual ao concorrente, mas Y não sabe que uma agência baratinha normalmente significa que ela se encontra na base da pirâmide;
  7. Excitada por ter um cliente, mas com medo de o perder, a agência de SEO aceita todas as condições e pedidos do cliente, mesmo que já tenha lido em algum lugar que isso é errado… Não diz que não a nada, e para impressionar o cliente mostra até aquele maravilhoso pacote de “link building” de 50.000 comentários em blogs por R$50;
  8. Durante as semanas seguintes, ambos Y e a agência de SEO dançam a dança do Google pelo excelente negócio e os resultados que começam a despontar;
  9. Enquanto Y paga o serviço à agência de SEO, Jason volta do almoço (se nunca ouviu falar do Jason pergunte ao seu SEO mais próximo);
  10. Durante os próximos seis meses Y vai telefonar todos os dia para a agência de SEO baratinha e reclamar que o seu posicionamento já atravessou o eixo do X para -50 Y, que SEO é banha da cobra e que o Google negligencia o seu site;
  11. Fim!

Se você conhece uma história similar, é sinal que está na hora de mudar… É difícil conseguir encontrar a agência de SEO ideal que lhe irá dar a melhor relação qualidade/preço, assim como é difícil encontrar a agência que consiga preencher todas as suas necessidades. SEO é uma disciplina holística onde pequenas coisas fazem parte de um todo que tem de ser visto e avaliado como tal; quem promover SEO como um pacotinho de truques ou um plugin que você instala no seu site estará a contribuir para a tal “benção” e fama que segue a indústria como uma sombra.

Escolher uma agência de SEO é tão importante como escolher o sócio ideal para uma empresa. A agência de SEO tem de ser cúmplice para com a empresa que contrata os seus serviços. Ambos formam uma parceria de entreajuda e esclarecimento mútuo, o cliente esclarece a agência de SEO em relação aos produtos que vende e ideias que tem; e a agência de SEO esclarece o cliente em relação a boas práticas e qual a estratégia mais sólida e sustentável. Tudo o que for menos que isto é receita para resultados medíocres e jogar dinheiro à rua.

Acredite ou não, existem empresas de SEO muito boas no mercado Brasileiro, e não é preciso ir buscar as empresas “famosas” do exterior para obter um trabalho de qualidade. Na maioria das vezes um bom SEO nacional vai-lhe trazer um conhecimento mais aprofundado e diferenciado do mercado que uma empresa estrangeira. Mas claro é preciso saber escolher, e saber que critérios podem ser indicadores de uma boa empresa de SEO. Da próxima vez que decidir contratar uma agência de SEO tenha em conta alguns dos seguintes critérios:

  • Avalie a visibilidade e autoridade da empresa na indústria de SEO;
  • Pesquise sobre a agência nos motores de busca e nas redes sociais e avalie o que as pessoas dizem;
  • Veja qual a abordagem que a agência tem a técnicas de SEO duvidosas (grey-hat/black-hat);
  • Questione que tipo de resultados esperar e dentro de quanto tempo;
  • Avalie como a agência mede sucesso;
  • Questione técnicas de ganhar reputação, em que tipo de sites você quer ver a sua empresa;
  • Entre em contato com clientes atuais e pergunte sobre boas e más experiências;
  • Avalie o tipo de promessas que a agência lhe faz, e se elas parecem ser realistas ou se parecem mais a “isto é muito bom para ser verdade”;
  • Questione a ética da empresa ou a existência de um código de ética ou de conduta.

O próprio Google sugere também alguns destes pontos na hora de escolher a sua próxima agência de SEO, recomendo a leitura.

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Sobre Pedro Dias

Pedro Dias é um SEO de reputação ímpar no mercado de língua portuguesa. Com cerca de 6 anos de experiência como Analista de Qualidade de Pesquisas no Google, ele se tornou um especialista em otimização de tráfego, indexação e fatores de classificação. Atualmente é Co-Fundador e Auditor de Estratégias de SEO na Engeeno e conta com um conhecimento sólido da indústria online na América do Sul e Europa, especialmente mercados Ocidentais.

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Comentários

  1. Muito bom o post Pedro, parabéns.

    Super útil para quem deseja contratar uma agência de SEO e não conhece os critérios de avaliação.

  2. Interessante como isso não somente se aplica a SEO mas em vários outros segmentos do mercado. Excelente artigo Pedro.

  3. Ótimas observações e análise feita com o pé no chão…
    Gosto muito da analogia que você sempre faz em suas postagens, isso tira aquela visão “digital” que temos de tudo.
    Acrescento á lista de critérios de contratação de uma Agência: Nível de interesse dos profissionais de áreas distintas e que se relacionam com o trabalho de SEO.
    Este interesse pode resultar em soluções perfeitas para um item que não estava no centro das atenções, mas que faz parte do dia a dia daquele profissional.

  4. Ótimo artigo Pedro,

    Você foi gentil quando diz “Más experiências tendem a propagar-se ao dobro da velocidade das boas experiências” normalmente uma experiencia ruim é dez vezes maior que uma boa.
    Muito válido todos os critérios citados.

  5. Olá Pedro,

    A historinha que você contou não acontece somente em SEO, aqui na agência vemos em criação de sites, design e muitos outros serviços, quando vamos atender o cliente pela primeira vez.
    Outro coisa que vemos nas microempresas, principalmente na área de serviços é se a empresa que está contratando está pronta para atender, conosco vimos um caso que a campanha deu resultado, mas, o cliente não estava pronto para este salto de atender uma duzia de ligações por semana e passar a mais de 20 telefonemas todos e as dezenas de emails diários.

  6. Post muito bom, Pedro.

    Penso que vale a pena destacar a parte em que diz: “Ambos formam uma parceria de entreajuda e esclarecimento mútuo…”. Também acredito nisso e vou tentar fazer com os clientes que requisitarem este serviço.

    Gostei também da parte do Jason. Achei engraçado.

    Parabéns a você e ao Ariel pela Engeeno. Sempre dou uma olhada no site, muito bem feito. A forma como as páginas e os menus são organizados é muito bem feita.

  7. Melhor post para esclarecer de uma vez para os empresários como fazer um belo investimento em SEO sem ficar pensando mil coisas ao mesmo tempo e sair da inércia digital!

  8. Parabéns pelo post, gostei muito. Sou novo nesta área de SEO e estou montando minha equipe agora. Gostaria de pedir sua permissão, por escrito, para publicá-lo em meu novo site.
    abs,

    • Oi Walmir,

      O artigo que você menciona é um artigo de opinião pessoal, acho que você beneficiaria mais em escrever algo de sua opinião. Pode usar excertos do meu artigo desde que a fonte seja devidamente referencianda no seu post, mas não recomendo usar o artigo completo e integral.

  9. Bom dia Pedro é a primeira vez que passo por aqui e me interessou esse artigo, infelizmente tudo que foi dito é extremamente verdade, so pra consta existe também aquele cliente que quer um site para ter e quer pagar barato e um projeto rápido. So que ele não percebe que ao fazer isso ele ta bancando a saude financeira de um profissional anti-etico, por que cai entre nós é muito fácil um autonomo conseguir um projeto de 2.000,00 reais e entrega uma loja virtual em dois dias feito em uma plataforma qualquer. Ai quando o cliente realmente precisa dele… Como ele vai contata um autonomo que nem escritorio têm?

    Fica dificil e ja cai naquela natureza de negativismo que o ser humano possui e eles ainda oferecem um serviço de “SEO” para posicionar no Google.

    É um serviço tao mediocre que da até dor de cabeça e de quem é a culpa? De um cliente mal informado e apressadinho.

    Bem excelente artigo e vo começar a seguir vcs kkk

    Boa
    Abraços.

    • Rafael, essa questão que você disse é importante. Hoje o que mais tem no mercado é “sobrinhos”, “amigo do amigo”, pessoas que trabalham na informalidade, muitas vezes nem mesmo um telefone fixo tem, que dirá empresa registrada. E com certeza a irresponsabilidade e a grande culpa disso não nem tanto de quem oferece o serviço, mas sim de quem contrata.
      Nossa cultura BBB (bom, bonitinho e barato) é ridícula. Infelizmente.

      Abs!

      Mauricio
      4 Cores Comunicação

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